quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

DIVERSAS PESSOAS ESTÃO SE PERGUNTANDO O PORQUÊ QUE TEM PESSOAS ANDANDO DE MASCARAS PELAS RUAS. NO PÓS ENCHENTE SAIBA O PORQUE É IMPORTANTE ISSO e OUTRAS DICAS IMPORTANTES.

O uso de máscaras tem sido quase que comum e ainda algumas pessoas que não estão usando e deveriam usar e esses perguntam
O PORQUÊ QUE TEM PESSOAS ANDANDO DE MASCARAS PELAS RUAS.  NO PÓS ENCHENTE SAIBA O PORQUE É IMPORTANTE ISSO. 
Alagamentos podem se tornar um meio de contaminação e aumentar o risco de doenças infecciosas, entre elas a leptospirose e a toxoplasmose

Alerta de doenças causadas por enchentes: você pode ser contaminado por uma delas!

Por isso, especialistas alertam a população para os perigos que enchentes e a água de chuva podem causar à saúde. 

No vídeo publicado o Coordenador de Epidemiologia da SMS fala sobre medidas a serem tomadas pois os alagamentos podem se tornar um meio de contaminação e aumentar o risco de doenças infecciosas, entre elas a leptospirose, diarreias, toxoplasmose e hepatite A. 

Cliquem em mais informações a seguir

Mais SOLIDARIEDADE chegando a Carangola. Grupo se mobiliza e compra 1000 fardos de água mineral para doação aos moradores de Carangola. Participaram da mobilização: Supermercados Marinho, Checkup-Net, Carangola Trail Clube e Printmax Papelaria.


Grupo se mobiliza e compra 1000 fardos de água mineral para doação aos moradores de Carangola. Participaram da mobilização: Supermercados Marinho, Checkup-Net, Carangola Trail Clube e Printmax Papelaria. @supermercadosmarinho @checkup_net @carangolatrailclub @printmax.papelaria @drone.mineiro #carangola

Força tarefa da Marinha monta base no Aeroporto em Itaperuna e irá atuar nos municípios das 3 Divisas Vértice Sudeste MG/RJ/ES na recuperação no pós enchente.


O Ministério da Defesa (MD), por intermédio das Forças Armadas, está atuando contra as enchentes em cidades do estado do Espírito Santo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
As ações nesses três estados envolvem militares da Marinha e do Exército e começaram na quinta-feira passada (23), em parceria com outros órgãos do governo, devido aos estragos causados pelas fortes chuvas.
A Marinha do Brasil (MB), por meio do Comando do 1° Distrito Naval (Com 1° DN), foi acionada pelo Ministério da Defesa, por volta das 12h de segunda-feira (27), para apoiar as ações de mitigação dos efeitos das fortes chuvas que têm assolado a região Norte-Fluminense, nas áreas próximas a Itaperuna-RJ.
A Força-Tarefa da MB conta com um helicóptero de grande porte, UH-15 COUGAR, e um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, composto por cerca de 210 militares. Às 14 horas, os Fuzileiros Navais iniciaram o deslocamento para a região afetada, localizada a aproximadamente 500 km de suas bases na capital do Estado.
Atividades na região atingida
No estado do Rio de Janeiro (em Itaperuna, Laje do Muriaé, Italva, Cardoso Moreira, Bom Jesus de Itabapoana, Aperibé, Santo Antônio de Pádua, Cambuci e Porciúncula), a Marinha forneceu apoio à saúde, empregou aeronave de busca e salvamento, além de transportar equipes de socorro e material.
Foi realizada a retirada de pessoas ilhadas, a distribuição de alimentos e a desobstrução e limpeza de vias.
Nos municípios de Iconha, Cachoeiro de Itapemirim e Alfredo Chaves, no Espírito Santo, as ações foram: desobstrução de vias e remoção de escombros; recuperação e limpeza de instalações (escolas, hospitais, postos de saúde e creches); distribuição de água potável; salvamento de isolados em áreas de difícil acesso, além do transporte de material e pessoal empregados em socorro às vítimas.
Marinha e Exército ajudam nas operações
Atuam no Espírito Santo militares do 38° Batalhão de Infantaria do Exército, da Capitania dos Portos e da Escola de Aprendizes-Marinheiros do Espírito Santo.
Nas cidades de Contagem e Raposos, em Minas Gerais, os militares das Forças Armadas retiraram populares das áreas de risco e distribuíram mantimentos e medicamentos à população. As ações do Exército no local começaram no último sábado (25).
O trabalho vem sendo realizado por militares do 12º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha, organização militar localizada em Belo Horizonte (MG).
Os militares estão transportando equipamentos de Engenharia para limpeza e desobstrução de vias; pessoal de Apoio Logístico com veículos capazes de trafegar em qualquer terreno; embarcações para transporte de pessoal e material; integrantes das Operações Especiais da Marinha para ações de reconhecimento e resgate em áreas de difícil acesso.
Além disso, uma Unidade Avançada de Trauma para prestar atendimento de saúde a feridos também está sendo conduzida para o local.
Da redação da 96.9 FM com Ascom. Título nosso

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Governador do ES Renato Casagrande dá um show de competência. Enquanto isso aqui em Minas Gerais todos os políticos são uma verdadeira enganação.


Vejam no vídeo em que Governador do ES Renato Casagrande dá um show de competência. Falando de ações reais em prol da população atingida.
Enquanto isso aqui em Minas Gerais todos os políticos são uma verdadeira enganação. 


Vídeo AQUI NOTICIAS


Fundarte Muriaé promove OFICINA DE GRAFITE COM JHONY MISTERBOD na MOSTRA DE LITERATURA, DIVERSIDADE E JUVENTUDE. INSCRIÇÕES ATÉ O DIA 31 na FUNDARTE - SETOR JUVENTUDES

Alô, juventude!

Venha aprender a arte do grafite, transformando em arte o cotidiano.
Entre os dias 03 e 08 de fevereiro, o artista Jhony Misterbod estará em Muriaé ministrando oficinas de grafite.

Inscreva-se na Fundarte, setor de Juventudes até sexta-feira (31).

Você não pode perder!

Caminhão afunda em asfalto na BR 356, entre Cardoso Moreira e Campos. No local o transito está em meia pista. Muita atenção.

Devido às chuvas e as cheias do Rio Muriaé, uma cratera foi aberta na BR 356, próximo ao Morro do Telefone, entre Cardoso Moreira e Campos dos Goytacazes e um caminhão baú acabou caindo, ficando preso na tarde desta terça-feira, 28. Segundo informações, o motorista não se feriu e deixou o veículo no local e foi em busca de socorro. 
No local o transito está em meia pista. Muita atenção.


Da redação da 96.9 FM – Fotos: Tempo News

Nota de Falecimento Faleceu a Sra. Luiza Varanda Moreira.

Nota de Falecimento
Faleceu a Sra. Luiza Varanda Moreira.
Netos, demais parentes e amigos convidam a todos para seu sepultamento nesta quarta-feira dia 29/01 às 17:00h. Saindo o féretro de sua residência em Dores do Rio Preto, onde o corpo está sendo velado, para o cemitério da mesma localidade.
A família enlutada agradece a todos por este ato de fé e solidariedade cristã.
Com pesar, comunicamos o falecimento da Sra. Luiza Varanda Moreira.
INFORMOU O PLANO ASSISTENCIAL FAMILIAR VIDA

Confiram no Panfleto as Promoções dos SUPERMERCADOS MARINHO para essa sexta feira e sábado. FIM DE SEMANA ESPETACULAR.

Final de semana com as promoções do (Supermercados Marinho) sua família merece o melhor.

"TEMOS GRANDES REPRESAS ESTOURANDO PARA TUDO QUANTO É CANTO DE NOSSA REGIÃO". A MODA AGORA É ESSA. COMPARTILHAR ESSA DESINFORMAÇÃO QUE ASSUSTA. ESSE GRANDE FAKE NEWS.

Quem já brincou de telefone sem fio quando criança?
Agora, em plena era da informação, as informações estão chegando e se multiplicando igual essa brincadeira antiga do telefone sem fio que chegava ao final toda distorcida e se pudéssemos hoje classificar a notícia final dessa brincadeira do TELEFONE SEM FIO essa seria chamada de FAKE NEWS.
Com isso nossa população que já está assustada fica apavorada e agora ficam espalhando FAKE NEWS de estouro de barragens por toda a região. Causando tumulto e intranquilidade. 
Um pouco desse pavor é sim da culpa das administrações municipais e das Defesa Civil de Divino e de Carangola principalmente. Pois, despreparadas como são e foram, querendo tomar conta da situação que não tomaram e nada sabiam, ficaram espalhando que a enchente que ocorreu em Orizânia teria sido em decorrência de uma tal de represa da fumaça e desde o primeiro momento contestamos essa informação diretamente a esses e nenhuma resposta. Tendo depois se confirmado que nada disso havia sido fato. 
Nenhuma represa estourou e se tivesse estourado em nada faria diferença. Seria uma gota no oceano. Pois o máximo que temos por lá são pequenos açudes e na proporção de expansão não afetariam toda uma região e apenas no local. 
Em Alegre(ES) existe sim uma represa da Cachoeira da Fumaça que lotou e transbordou e até também espalharam FAKE NEWS de que havia estourado por diversas vezes e teve até gente de Tombos(MG) que ficou assustada e compartilhou a preocupação da água chegar até aqui, uma coisa impossível, pois está em outra bacia hidrográfica. 
Portanto, nesse momento de sofrimento e pavor que a população se encontra, vamos evitar esse tipo de notícia desinformativa que só atrapalha. Pois é necessário concentrar os esforços nesse momento para ajudar e reconstruir. Tem muita coisa pra limpar e muita gente para ajudar. 


FAKE NEWS causa ainda mais transtorno e tumulto. Evite compartilhar notícias falsas. Iguais a essa que abaixo mostramos. Um absurdo.



É FAKE NEWS nota que diz que pontes em Carangola estão em risco de desabamento. Nenhuma delas está em risco




QUEREM AJUDAR??? PEGUEM UMA VASSOURA, UMA ENXADA E UMA PÁ E VÃO AJUDAR A QUEM PRECISA.


ROTARY CLUB DE CARANGOLA LANÇA CAMPANHA PARA A ARRECADAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS PARA AUXILIO AS VITIMAS DA ENCHENTE


Em meio ao Estado de Calamidade Pública instalado em Carangola por conta das chuvas do mês de Janeiro, o Rotary Club de Carangola vem lançar uma campanha para a arrecadação de recursos financeiros que serão utilizados para a ajuda às famílias atingidas pelas cheias do Rio Carangola.



Nesse momento, temos observado que são várias frentes de ajuda com a doação de roupas, alimentos, água mineral, etc. Porém a necessidade não se resume a somente esses itens. É por esse motivo, que o Rotary Club de Carangola está lançando essa campanha, para que com as doações em dinheiro, o Clube possa identificar outras necessidades e estar destinando os recursos provenientes dessas ajudas da melhor maneira possível.

Ao longo de seus 77 anos, o Rotary Club de Carangola se consolidou como uma das mais importantes organizações não governamental existentes na cidade, com o objetivo de unir voluntários a fim de prestar serviços humanitários.

As doações poderão ser feitas na seguinte conta bancária:

Banco Bradesco(237)

Agência: 1726

Conta Corrente: 2832-0

CNPJ: 26.139.394/0001-57

Rotary Club de Carangola



Acompanhe as redes sociais do Rotary Club de Carangola para saber de todas as ações do clube nesse momento tão difícil para Carangola.

SOS CARANGOLA DESALOJADOS ENCHENTE 2020 PONTOS DE ARRECADAÇÃO e CONTA GARANTIDA PARA DOAÇÕES SEGURAS.



NOTA

O Rotary Clube de Carangola e Projeto EU AMO CARANGOLA são igualmente seguros e valorosos nessa iniciativa de apoio à população em todos os momentos. Nesse e outros tantos que já fizeram para contribuir. Nossas dicas principais. Por mais que todos mereçam o reconhecimento e a gratidão. Assim como também nosso apoio e divulgação. 

Em meio a tanta tragédia. Surge a Poesia Águas vindouras da Professora Patrícia Guerra.

Cachoeira do Boi
Foto Éocombatente
A Professora Patrícia Guerra nos enviou esse poema que compartilhamos. Nesse momento trágico a poesia acalenta a alma.
Transcrevemos seu texto na íntegra(grifo nosso):

Bom dia. 
Sou Patricia Guerra professora da Escola Officina do Saber. Nasci no Rio mas moro em Carangola há 5 anos. 
Envio este singelo poema que fiz em homenagem a cidade de Carangola que me acolheu e se tornou minha casa. 
Gostaria que fosse compartilhado para o conhecimento da população:

Águas vindouras 

Os espelhos de 1985 reaparecem 
Os leitos estremecem 
A água ecoa 
No coração carangolense reaparece. 

Silencia rapidamente a voz dos ribeirinhos 
Com dor 
Tudo se vai nas águas turvas 
E com afeto quem perdeu tudo 
Recebe o conforto do som dos passarinhos 

Ecoa a voz forte das matas gerais 
Sua gente segue 
No coração relutante , as águas vão 
Levam embora os medos viscerais. 

25 de janeiro 2020 
Patricia Guerra Radsack

VAMOS SAIR DE CASA, GENTE. A AJUDA TEM QUE CHEGAR NA MÃO DE QUEM PRECISA!

VAMOS SAIR DE CASA, GENTE. A AJUDA TEM QUE CHEGAR NA MÃO DE QUEM PRECISA! Procurem contatos, levem roupas do tamanho certo, ajudem a chegar onde precisa. A região está destruída. Não se engane, o centro de Carangola já está limpo, mas os outros bairros e a cidade de Espera Feliz ainda precisam de muita ajuda.


SOS CARANGOLA DESALOJADOS ENCHENTE. 2020 PONTOS DE ARRECADAÇÃO e CONTA GARANTIDA PARA DOAÇÕES SEGURAS.


(*) Texto da Professora Amanda Carvalho que muito tem ajudado e está vivendo essa triste realidade através de seu gesto humanitário. Saiu do conforto de sua casa em Faria Lemos para ajudar a Carangola e Espera Feliz. Assim como tantos outros que se uniram. Parabéns.


Exemplos de Solidariedade. CONTADOR SE COLOCA À DISPOSIÇÃO PARA AJUDAR COLEGAS CONTADORES E DE QUEM PRECISAR DE INFORMAÇÕES IMPORTANTE PARA EVITAR PROBLEMAS FUTUROS. CONFIRAM.

O Contador Marco Antônio Silva de Carangola se colocou à disposição para ajudar. Assim postando em sua rede social:

Meu escritório contábil (Rua Pedro de Oliveira, 114) está à disposição dos colegas profissionais de Carangola e região e de quem necessitar de informações de como proceder contabilmente, e evitar problemas futuros. Tudo 0800


Nota do BLOG

Parabéns Marquinho. Gesto sublime que merece todo nosso reconhecimento. 

Urgente. DOAÇÕES PARA OS MORADORES DO BAIRRO SANTO ONOFRE EM CARANGOLA PODEM SER FEITAS DIRETAMENTE NA CAPELA DA IGREJA CATÓLICA DO BAIRRO SANTO ONOFRE.


Nos encaminharam esse pedido, o qual transcrevemos na íntegra:

Boa noite! Você poderia me ajudar? Vou te explicar! Sou do Santo Onofre e a rua Altivo Bibiano inteira foi extremamente afetada. Está chegando comida, mantimentos para alguns moradores mas a distribuição está centralizada e com isso tem muitos moradores sem água potável, comida e há dias com a mesma roupa. Tem famílias que está extremamente necessitada e não recebeu nada em todos esses dias porque nas entregas muitos acabam sabendo primeiro e aproveitando para pegar várias vezes seguidas. Ou seja, enquanto uma casa tem 5 cestas básicas a do lado está passando fome, e não há peso na consciência. Por isso, juntamos um grupo no bairro e como conhecemos todos, sabemos quem realmente está necessitado. Para isso precisamos informar a todos que estamos com ponto de doação na Capela do bairro e que agora iremos distribuir ordenadamente tudo que chegar e suprir as necessidades de cada casa. Dito isso, devido ao alcance que tem, você poderia postar no seu blog que estamos à disposição de doações?

Nota do BLOG.
Certamente que sim postaremos e iremos compartilhar. Assim como tem sido feito com diversos movimentos de ajuda.
Esse também podem ajudar a vocês ajudarem. Direcionando a vocês as doações.
Contem sempre com a gente. Que Deus nos dê força para superarmos esse delicado momento e parabéns pela iniciativa.


SOS CARANGOLA DESALOJADOS ENCHENTE. 2020 PONTOS DE ARRECADAÇÃO e CONTA GARANTIDA PARA DOAÇÕES SEGURAS.



Nota de Falecimento Faleceu a Sra. Tereza Ferreira Marques


     Nota de Falecimento

        Faleceu a Sra. Tereza Ferreira Marques, seus irmãos: Isaias, Iracema, Noel, Maria, Lourdes e Madalena, sobrinhos, demais parentes e amigos convidam a todos para o seu sepultamento nesta quarta-feira às 17:00hrs, saindo o féretro do Memorial Vida em Espera Feliz, onde o corpo está sendo velado, para o cemitério da Comunidade de Sâo Gonçalo em Espera Feliz.
A Família enlutada agradece a todos por este ato de fé e solidariedade cristã.
Com pesar, comunicamos o falecimento da Sra. Tereza Ferreira Marques.

              Informou o Plano
     Assistencial Familiar Vida e
                    Grupo Zelo.

Nota de Falecimento Faleceu a Sra. Alice Alves da Silva


Nota de Falecimento

        Faleceu a Sra. Alice Alves da Silva, seus filhos: Tião Futrica, Amilton, Celi e Irani, genros, noras, netos, bisnetos, demais parentes e amigos convidam a todos para o seu sepultamento nesta quarta-feira às 17:00hrs, saindo o féretro da Capela Mortuária de Divino, onde o corpo está sendo velado, para o cemitério de local.
A Família enlutada agradece a todos por este ato de fé e solidariedade cristã.
Com pesar, comunicamos o falecimento da Sra. Alice Alves da Silva.

              Informou o Plano
     Assistencial Familiar Vida e
                    Grupo Zelo.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Tragédias, tragédias e seguidas tragédias. Será que não aprendemos ainda???

Será que não aprendemos ainda???
Com as tragédias, tragédias e seguidas tragédias.

Comecemos a nos lembrar, algumas nem precisamos lembrar, pois é vivido ainda esse momento.
Tragédia na Zona da Mata Mineira. Tragédia na Região do Vale do Rio Doce. Tragédia na Região do Itabapoana. Tragédia no Vale do Carangola. Tragédia no Vale do Muriaé e a Tragédia em Iconha e região Sul Capixaba são claros sinais e alertas que o Planeta Terra está em constantes mudanças climáticas. Tragédia semelhante, com proporções ainda maiores, ocorreu há 9 anos na REGIÃO SERRANA do Rio de Janeiro e também em Teresópolis e Friburgo. Não nos esquecendo das tragédias no Paraná e Santa Catarina. Todas com as mesmas características. Cheias monumentais dos rios e deslizamento de maçicos de terra em várias delas.
Repetidamente vamos assim afirmar:

Há pouco mais de 3 décadas vimos movimentos ambientais e ecológicos, tachados por algumas pessoas como “coisa de maluco”. Alguns são até moda podemos também afirmar, já que a moda ecológica tomou conta e virou um grande e lucrativo negócio, outros são ações de pessoas realmente preocupadas com o futuro de nosso planeta e o futuro das vidas sobre o Planeta Terra. 
Nenhuma tragédia como essas e as seguidas tragédias nos faz refletir e termos consciência de que os culpados disso tudo somos nós mesmos. Mas é muito mais fácil culpar os outros e parece que esquecemos, ou não sabemos e por desconhecimento ignoramos, que o Planeta Terra está e sempre esteve em constantes mudanças e só nos damos conta disso quando recebemos noticias de tsunamis, terremotos, avalanches, enchentes e secas, ou será que ainda não nos demos conta?
Lembrem-se que existem Leis e Normas que estabelecem padrões de comportamento da necessidade de se preservar as distâncias mínimas das margens de rios, encostas e proibindo construir e habitar nessas áreas. No entanto a natureza não precisa das Leis dos Homens. Basta que os homens respeitem as Leis da Natureza. Pois ela cobra, mais dia menos dia, o seu alto preço das agressões sofridas como os que estamos vendo e vivendo nesse momento e vivemos em outros momentos.
O imediatismo das pessoas faz com que apenas enxerguemos um futuro muito próximo. Aquilo que necessitamos agora e destruímos o que a natureza levou anos para construir e consolidar. As casas, por nós construídas, são gaiolas penduradas nos morros ou na beira de rios e córregos. As pontes, que nos ligam e facilitam os acessos, são construções mal projetadas que estrangulam os cursos d’água e impedem seu fluxo normal de cheias. 
É necessário que muita coisa seja feita: Leis, ações do Poder Público, principalmente que todos repensem suas atitudes contra o meio ambiente e vejam que o Planeta Terra é um ser vivo, maior e mais forte que todos nós. Somos parte dele e para vivermos, em equilíbrio, temos que nos adaptar às suas Leis e às suas constantes mudanças. Para que essas mudanças não sejam tão graves e severas a ponto de destruição e extinção de toda a humanidade. Assim com já aconteceu com outras espécies em nosso Planeta.





Texto Francisco Cabral (Éocombatente) (Janeiro de 2011). Adaptado.
Fotos de diversos acontecimentos recentes.

CATÁSTROFE ANUNCIADA?...Texto de GABRIEL RESGALA.


CATÁSTROFE ANUNCIADA?...

Na manhã de quinta-feira, dia 22/01, foram realizadas reuniões com alguns funcionários públicos de Carangola, principalmente diretores de escolas e creches, visando à preparação para uma possível “catástrofe” que estaria para ocorrer a partir do dia seguinte. O objetivo: organizar os locais de risco para que não houvesse grande prejuízo material, e disponibilizar as escolas fora de risco para possível abrigo de desalojados. Nessa reunião, foi dito que as informações vinham de órgãos do governo federal, em Brasília, e do estadual, em BH. Exibiram inclusive um vídeo protagonizado pelo governador do estado. Segundo o relato de uma participante, “eles usaram o termo catástrofe, e eu fiquei assustada porque eles em geral são muito cautelosos em usar esse termo”.

As professoras que participaram da reunião, alarmadas, começaram a difundir essas informações via WhatsApp, até mesmo para se organizarem. Em um dos áudios enviados, uma pessoa informava os locais que serviriam como “quartel general”, citando as escolas localizadas nos locais mais altos da cidade. E, abalada, alertava: “não é nem enchente e nem tempestade: é catástrofe”.

Provavelmente, o que ela estava querendo dizer é que não seria um evento costumeiro, como as chuvas e enchentes que de vez em quando assolam a cidade (e com as quais, por assim dizer, já estamos “acostumados”). Mas esses áudios, obviamente, viralizaram, e causaram temor pelo fato de não ser explicado muito bem o que estava vindo, qual a natureza da tal “catástrofe”. Então as pessoas pesquisaram na internet, e viram que estava se formando um ciclone no litoral, não muito distante daqui, podendo causar tempestades. Era o ingrediente que faltava para a confusão generalizada.

O diretor da Defesa Civil da cidade, porém, gravou um vídeo desmentindo as informações, dizendo que estava tudo sob controle. Por volta das 14h, ele e outros representantes do poder público deram uma entrevista a uma rádio local visando dar um esclarecimento detalhado da situação. Mas eles foram além de desmentir a história do ciclone, e também condenaram fortemente qualquer uso do termo “catástrofe”. Nas palavras do secretário de governo municipal: “Há sim a possibilidade de chuva, pode chegar a até 100 mm, mas ela pode ser leve, como está hoje durante o dia, está chovendo fraco. Então não há tornado, não há ciclone, não há situação de catástrofe. Não há situação, no momento, de risco algum. [...] Como representante da prefeitura municipal, venho aqui tranquilizar a população de toda a região. Isso é uma fakenews. Há pessoas programadas e incitadas a plantar o caos, o medo e o desespero na população. [...] Durante todo o dia, não tivemos uma chuva de nível alto, então a nossa projeção é de que ela continue dessa forma.”

Disseram que quem estava divulgando aquelas informações nas redes sociais poderia ser até criminalizado. Ao final da entrevista, o diretor da Defesa Civil foi perguntado sobre quais seriam as áreas de risco da cidade, caso as previsões otimistas não se concretizassem. Citou então os bairros mais altos da cidade, provavelmente imaginando que o risco maior seria de desabamentos de encostas – que, em geral, costumam ser mais raros em Carangola do que enchentes.

A entrevista foi filmada, e as informações rapidamente chegaram à população, que se tranquilizou e achou que teria mais uma história engraçada pra contar. No dia seguinte, tivemos uma das maiores enchentes da história da cidade, por muitos considerada como a pior catástrofe da história do município. Custou-nos ao menos uma vida, milhares de desalojados, e praticamente a destruição do comércio da cidade.

Certamente houve uma falha grave de comunicação, em algum lugar. É difícil julgar, sem saber o que ocorreu internamente; mas esperamos que o Ministério Público faça esse papel com a devida seriedade. É fato que alguém, por algum motivo, não levou a sério o aviso dos governos federal e estadual, e achou que o melhor a fazer era tentar evitar o pânico. Uma decisão catastrófica, que provavelmente colaborou para que os estragos fossem bem maiores. A tal história da “catástrofe” não era fakenews, tampouco coisa de gente “programada a incitar o caos”. Era um alarme verdadeiro, dado com mais de 24h de antecedência.

Uma população em desespero é ruim; mas, nessa situação específica, quem dera se tivéssemos nos desesperado um pouquinho, levado a sério o tal alarme. Se a verdade tivesse vindo à tona antes, talvez o prejuízo tivesse sido bem menor...

Texto. GABRIEL RESGALA. Rede Social FB

Nota.
Colocamos nossas páginas à inteira disposição da DEFESA CIVIL para esclarecimentos .

Foto DRONE IMAGENS - Alessandro Coutinho

Professor DUDA PIMENTEL pede a ajuda de Voluntários para resgatar Museu e Arquivo Histórico de Carangola

O Professor DUDA PIMENTEL que desde os primeiros momentos dessa tragédia se preocupou com a situação do patrimonio e acervo histórico que foi atingido pede a ajuda de Voluntários para resgatar o Museu e Arquivo Histórico de Carangola.
Duda já se encontram no local e pede ajuda.

Opinião do Engenheiro Ambiental. Luís Gustavo Abdo Gante serve para uma grande reflexão desse e de outros momentos.


Nos últimos dias, nossa região da zona da mata mineira sofreu com uma das maiores enchentes das últimas décadas. O excesso de chuvas foi causado pela combinação entre dois fenômenos meteorológico, sendo um deles a temperatura a cima da média no oceano atlântico, situação cada vez mais comum por conta do aquecimento global.

Minha cidade, Carangola, é margeada em toda sua extensão pelo Rio Carangola, um subafluente da Bacia do Rio Paraíba do Sul. Quando chove muito nos municípios a montante, Divino e Orizânia, a população carangolense já pode esperar o aumento do nível do rio em Carangola em um período aproximado de oito horas. Choveu muito e esta água chegou.

Para complicar ainda mais, duas grandes barragens de acumulação de água se romperam à montante, dos quais não tenho dados oficiais do volume liberado(*). O resultado foi uma das maiores tragédias da história de Carangola. A parte mais baixa da cidade ficou completamente destruída, e muitos comerciantes perderam tudo por não conseguirem retirar seus pertencentes a tempo.

Mas por que estou falando isso?

Por hoje, como Eng. Ambiental, consigo cada vez mais ter uma visão sistêmica dos fatores que acarretam e/ou agravam problemas como as enchentes.

Está intimamente relacionado com a questão da preservação ambiental.

As enchentes ocorrem ou são agravadas por uma série de fatores relacionadas a um manejo ambiental inadequado.

Quando chove muito, chega um ponto que o solo deixa de conseguir infiltrar água, iniciando assim o escoamento superficial. A região da zona da mata mineira foi praticamente toda desmatada, sobrando apenas pequenos fragmentos de mata atlântica nos topos de morros. Quando se tira uma mata nativa e coloca em seu lugar capim, ao chover, ao invés de a água infiltrar, ela passa a escoar. Ela ganha muita velocidade e carrega consigo muito sedimento de solo exposto. Solo exposto? É, aquele solo sem os devidos cuidados da agricultura ou em processo de erosão.

Esta água em grande velocidade e cheia de sedimentos escoa sempre para o ponto mais baixo, encontrando assim, um curso hídrico. Esse curso hídrico está recebendo contribuições de diversas sub-bacias de drenagem. Esse curso hídrico vai se assoreando e perdendo volume útil. Vários destes cursos hídrico, e também seus córregos a montante e jusante, foram retificados há alguns anos, visto que os meandros geravam prejuízos para os donos da terra. Afinal, os meandros eram um incomodo ao dono da terra, pois lhe fazia perder área útil para a criação de gado, e deixava seu solo mais encharcado.

Quando se retifica um curso d’água, temos como resultado o que chamamos de picos de vazão. A água passa a escoar muito mais rápido. Essa água chega, então, muito mais rápido à jusante; À jusante existe uma cidade. À jusante existe uma cidade praticamente totalmente construída às margens dos cursos d’água. Em praticamente toda a Área de Preservação Permanente (APP) deste curso d’água existem benfeitorias construídas sem qualquer planejamento para tragédias como enchentes. Enchentes que cada vez acontecem com pico de vazão.

As enchentes carregam todo aquele sedimento (do solo exposto) para a casa das pessoas afetadas. É muita lama. As enchentes levam também muito lixo e entulhos. Aquele papelzinho que quase todo mundo uma vez na vida já jogou num bueiro ou pela janela do carro, achando que estava “jogando fora”, acaba voltando pra nossa casa na enchente. É a lei do retorno da natureza.

Um outro grande problema é o manejo das águas pluviais urbanas. Com a urbanização e o processo de implantação de loteamentos, impermeabiliza-se o solo, diminui infiltração, escoa mais água. Não foi o problema em específico dos últimos dias, mas tal situação vai passar a ser cada vez mais comum em nossa cidade. A cidade não tem planejamento qualquer para suportar chuvas de grande intensidade. Praticamente não existe sistema de drenagem de águas pluviais. Quando existe, pode ser que a boca de lobo esteja obstruída com terra, como no meu bairro, por falta de manutenção preventiva (já vai fazer aniversário de um ano). Ah, já ia me esquecendo de comentar que com o aquecimento global, cada vez mais teremos chuvas de maior intensidade (mais água em menos tempo), sobrecarregando o sistema de drenagem precário já existente.

É curioso também ver as mesmas pessoas que, há alguns meses atrás compartilharam vídeo de um pesquisador da EMBRAPA visto como referência para aqueles que desejam afrouxar as legislações ambientais, que criticava o excesso de unidades de conversação no Brasil, agora indignados com o resultado avassalador da enchente. Este indivíduo falava que temos no Brasil excesso de áreas conservadas.

Em seus dados e mapas, considerava-se também as Áreas de Preservações Ambientais (APAs) como áreas que geram o “atraso econômico do Brasil”. Em seu mapa lá estavam as APAs a montante da sede da cidade de Carangola. Aqui consigo me lembrar de duas em Divino e uma de Carangola. Será mesmo que estas áreas funcionam como “unidades de conservação”? Será que existe algum trabalho de preservação ambiental nestas áreas? Se a resposta fosse positiva, garanto que a enchente teria sido bem menor. São áreas com o solo utiilizaas da mesma maneira que no restante dos municípios. Desmatamento, lavoura de café, desmatamento. Não existe política pública de preservação ambiental nestas APAs, o que incluiria o reflorestamento em zona de recarga de aquífero ou topos de morros.

Na realidade, o que mais se escuta na mídia agora é em aumento do desmatamento no país, ao invés de reflorestamento.

O momento é de solidariedade com os que perderam tudo nesta tragédia. O cenário nas ruas é desolador. Muita lama, entulho, galhos, lixo. Literalmente aos montes. Aí eu me pergunto qual será a destinação final de todo esse resíduo/rejeito. Provavelmente em algum terreno baldio não licenciado. Na próxima chuva forte, já sabemos pra onde esses entulhos vão voltar.

De todas formas, em um segundo momento, DEVEMOS que pensar em evitar que situações como esta se repitam. Isto se chama planejamento estratégico.

Ficam aqui alguns pontos que martelam na minha mente:

- Fortalecer as políticas ambientais e fiscalização. Assim, evitaremos intervenções não licenciadas como retificação de córregos, canalização cursos d’água, desmatamentos, ocupação irregular em margens de rios, etc;

- Cobrar ao poder público municipal a elaboração de plano de manejo das áreas de conservação municipais (APAs), visando o melhor manejo destas áreas, o que aumentarem as suas áreas verdes, diminuindo assim o escoamento superficial das águas e o carreamento de sedimentos para a calha dos córregos, o que provoca o assoreamento e perda de volume útil .

- Execução do Plano Municipal de Saneamento Básico, com atenção especial para a parte de drenagem de água pluviais e manejo de resíduos sólidos (aterros de resíduos volumosos e de construção civil);

- Elaboração de Plano Diretor, com a definição das políticas de uso de ocupação do solo;

- Entender de uma vez por todas que aquecimento global não é alarmismo climático, e que todos seremos afetados (e cada vez mais), caso não mudarmos nossos hábitos de consumo;

- Regularização ambiental de toda e qualquer tipo de barragem. No caso das barragens de grande porte, os proprietários devem possuir planos de emergência, caso ocorram o rompimento das mesmas, além de manutenção preventiva na parte estrutural.

Bora recomeçar de verdade?


Luís Gustavo Abdo Gante
Engenheiro Ambiental.


(*) Informamos a esse nossa opinião sobre o não rompimento de barragens. Argumento usado pelas autoridades que o informaram que nada se prepararam, se preocuparam e nada fizeram. Queriam com isso dizer que sabiam do que estava acontecendo. Já que nada fizeram. Causando danos e prejuízos incalculáveis à população.

*editado