quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

O legado de Otília de Oliveira Chaves, nascida em Tombos(MG), a mulher que marcou a história do Metodismo Brasileiro, participando do processo de autonomia da Igreja Metodista no Brasil e de todos os Concílios Gerais desde 1930 até 1970/71.

 


Transcrevemos o texto que destaca essa ilustre Tombense: Otília de Oliveira Chaves, nascida em Tombos(MG),  a mulher que marcou a história do Metodismo Brasileiro, participando do processo de autonomia da Igreja Metodista no Brasil e de todos os Concílios Gerais desde 1930 até 1970/71.

Nos trilhos da vida... Contando a história de Otília de Oliveira Chaves

Margarida Ribeiro
Resumo

Este artigo apresenta uma breve trajetória da vida Otília de Oliveira Chaves, uma mulher que marcou a história do metodismo brasileiro, participando do processo de autonomia da Igreja Metodista e de todos os Concílios Gerais desde 1930 até 1970/71. Palavras-chave: Autonomia, educação, história, trabalho de mulheres

On the trails of life ..... Telling the story of Otília de Oliveira Chaves

Abstract

This article presents a brief trajectory of the life of Otília de Oliveira Chaves, a woman that marked this history of Brazilian Methodism, participating in the process of autonomy of the Methodist Church, and in every General Council from 1930 to 1970/71. Key words: Autonomy, education, history, women’s contributions.

No livro Itinerário de uma vida encontramos muitas histórias escritas pela autora Otília Chaves. Dentre elas, destacamos o seguinte episódio: Em uma noite escura, Otília juntamente com o seu esposo, viaja em direção à fronteira do Estado Rio Grande do Sul. Essa era a direção geográfica, mas Otília estava na expectativa no que diz respeito à direção da sua vida: o que viria a ocorrer quando o trem parasse na estação? Quem estaria aguardando? Como seria a vida do casal? Muitas indagações... Porém, conforme o trem se movimentava, Otília pensava e dizia: “Eu...sei...que..eu...posso! Eu... sei... que... eu... posso! Eu... sei... que... eu... posso”!2 . E assim Otília desbravava a história nos trilhos da vida....

A história começa na região conhecida como zona da mata, no Estado de Minas Gerais, em Santa Rita de Cássia, Distrito de Tombos, Carangola, quando, no dia 3 de janeiro de 1897, nasceu a filha primogênita do jovem casal Jovelino Alves de Oliveira e Francisca Gonçalves de Oliveira, a quem deram o nome de Otília.

Quando criança, Otília mudou muitas vezes de cidade, devido ao trabalho do seu pai. Ela dizia que: “Felizmente, meu pai, a despeito de seu espírito nômade, não esquecia a educação dos filhos, o que para ele era mais que dinheiro ou qualquer outro bem material que pudesse deixar para os seus. ‘Dinheiro’, dizia ele, é bem transitório; cultura e educação são bens que o ladrão não rouba nem a ferrugem consome. Constituem preparo para a vida”.3 E assim, Otília estudou em colégio para moças, na cidade de Muriaé. Apesar de apresentar muitas críticas ao internato, ela confessa que a diretora Maria Antonieta a despertou no gosto pelas letras, poesias e música. Mas, o colégio mudou-se para São Cristóvão, Rio de Janeiro, e a jovem menina não hesitou em mudar de cidade, pois desejava dar continuidade aos seus estudos.

Quanto à faculdade, decidiu estudar Farmácia no Instituto Granbery, em Juiz de Fora. No ano de 1915 ocorreu a formatura. É importante destacar que a turma de formandos contava com doze estudantes, sendo Otília a única formanda e, além disso, a primeira mulher a formar-se no curso de Farmácia desta Instituição. E assim prossegue a história desta jovem mulher...

Em cada estação, muitas surpresas e expectativas. O casal teve como primeiro desafio pastoral a Comunidade Metodista em São Borja; neste período, também foram chamados para trabalhar no Colégio União em Uruguaiana. Otília, sempre atenta, nos conta a seguinte história sobre uma mulher: “Quando a Igreja ficou sem pastor, ela, sem nomeação episcopal, porque naqueles tempos as mulheres ainda não eram admitidas ao ministério, assumiu, por direta indicação do Espírito Santo, a direção dos trabalhos da igreja, trabalho que exerceu, com eficiência e por longo tempo, até que a igreja tivesse um pastor para substituí-la. Naura Casses é uma dessas muitas mulheres que, anonimamente, têm servido a Igreja e cujos feitos estão escritos no Livro da Vida, e que a seu tempo serão revelados.”4 Diante dos constantes desafios e lutas, Otília chaves percebe a presença das mulheres que constroem no seu cotidiano as marcas de um novo tempo.

Quando o casal foi transferido para Santa Maria, ocorreu o nascimento da primogênita, chamada Rute. Mas, o esposo Derly Chaves contraiu uma doença que necessitava de isolamento (peste bubônica) e, em 1919, foi encaminhado ao sanatório da cidade. Porém, com a solidariedade e a perseverança alcançou a vitória. Quando este episódio ocorreu, Rute tinha apenas seis semanas de vida. Há que se destacar a coragem desta jovem senhora.

Em Cachoeira do Sul, nasceu Paulo e, posteriormente, Derly Júnior, que veio a falecer com apenas sete meses, o que ocasionou grandes dificuldades à família. Com a graça consoladora e restauradora, esta história continua. Alguns meses depois seu esposo recebeu uma bolsa de Estudos para a Faculdade de Teologia em Emory, nos Estados Unidos; devido às condições financeiras, Otília, juntamente com seus filhos, permaneceu no Brasil, na fazenda onde passou a sua infância. Ao final de um ano, seu marido conseguiu as passagens e estadia para a família, e assim Otília, sem saber falar inglês, mas com muita coragem e determinação, desbravou neste novo momento de sua vida.

No mês de abril de 1927 ocorreu uma reunião do Concílio Geral de Senhoras Metodistas; ao saberem da presença de Otília no País, a convocaram imediatamente como representante das Senhoras do Brasil. O casal permaneceu na Emory University aproximadamente três anos; neste período nasceu mais uma filha, a qual deram o nome de Dóris Emory em homenagem à universidade.

Em 1928, retornaram ao Brasil, para Juiz de Fora, onde seu esposo foi eleito Reitor da Faculdade de Teologia. Nos doze anos que se seguiram destacamos os seguintes fatos: Otília lecionou no Colégio Granbery, fez faculdade, graduando-se em 1936 no Curso de Educação Religiosa; lecionou sociologia e psicologia na Faculdade de Pedagogia, e Educação Religiosa e Sociologia na Faculdade de Teologia, ambas do Instituto Granbery.5 Neste período Otília também exerceu a presidência das Federações das Sociedades de Senhoras Metodistas da Conferência do Sul (hoje, conhecidas como II e VI Regiões Eclesiásticas) e da Conferência Anual Brasileira (hoje, conhecida como I e IV Regiões Eclesiásticas).
Otília sempre valorizou o trabalho das mulheres. Ela nos chama a atenção para o nome de Carmem Xavier: “Corria-lhe nas veias o sangue do seu tio avô, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, grande herói e mártir de nossa independência política. Destaco o seu nome como justa homenagem à sua inquebrantável vontade de ‘viver para servir’ e às inúmeras irmãs que, por este nosso Brasil imenso, silenciosa e ignoradamente, têm cooperado e estão cooperando com a Igreja e fora dela, na obra ciclópica de educar as crianças semi-abandonadas do nosso interior”.6

Nos dias 17 e 18 de setembro de 1929 realizou-se em São Paulo a reunião das presidentes das três Conferências das Sociedades de Senhoras – da Conferência Anual Brasileira: Otília de Oliveira Chaves; da Conferência Central Brasileira: Lídia Wiedreheker da Silva; da Conferência Sul Brasileira: Eula Kennedy Long. Além das presidentes, também estiveram presentes as secretarias. Na ocasião decidiu-se formar a Junta Interconferencial, à qual foi dada a incumbência de coordenar e dinamizar as atividades das Sociedades Metodistas de Senhoras no Brasil. No dia 18 de setembro também ocorreu a idéia da publicação de uma revista para a família metodista, a Voz Missionária, que passou a ser coordenada pela Sra. Leila Epps.

Quanto à caminhada para a autonomia, esta começa na década de vinte e se estende até 1930, período considerado de grande ebulição política dentro e fora da Igreja. Em 1926 foi constituída uma Comissão para levar à Igreja-mãe os anseios da Igreja no Brasil. A Conferência Geral de Dallas, realizada em 1930, “atendendo principalmente ao relatório da Grande Comissão de nacionalismo, criada na Conferência Geral de 1926, resolve mandar ao Brasil uma comissão de alto nível constituída de cinco membros para, de comum acordo com cinco delegados de cada uma das três Conferências Anuais do Brasil, formarem uma Comissão de Vinte, com poderes constituintes, para organizar a Igreja Metodista do Brasil ‘com o grau de relação orgânica por ela mesma determinado’ ao nível de Igreja Autônoma”.7 Otília Chaves, com astúcia e sabedoria, declarou: “Sabia-se que, dos 5 delegados da Igreja- mãe, uma era senhora, e que a referida Igreja apreciaria que, nas delegações das conferências brasileiras, também fosse incluída uma senhora”.8 E assim foram eleitas: Otília de Oliveira Chaves, pela Conferência Anual Brasileira; Francisca de Carvalho, pela Conferência Central Brasileira e Eunice Andrew (Missionária e diretora do Colégio Centenário, em Santa Maria) pela Conferência do Sul. A Comissão Constituinte reuniu-se, elaborou a Constituição e convocou a Conferência Geral, perante a qual proclamou a autonomia da Igreja Metodista do Brasil, no dia 2 de setembro de 1930, em ato que ocorreu na Igreja Metodista Central em São Paulo.

Alguns anos mais tarde, quando indagada sobre a autonomia, Otília respondeu dizendo que: “Considero como um dos maiores privilégios de minha vida, no seio da Igreja Metodista, ter feito parte da Comissão que declarou a sua autonomia e ter sido eleita para todos os Concílios Gerais, desde o primeiro, ininterruptamente, até o bipartido Concílio de 1970-1971, que reuniu, respectivamente, em Belo Horizonte e Rio de Janeiro”.9

Quanto aos trabalhos desenvolvidos neste período, ousamos usar as suas próprias palavras:
Fizeram-me participante de trabalho de juntas regionais e gerais; deram-me posição especial na Comissão dos Cânones; na publicação de material para a Escola Dominical, na redação de periódicos da Igreja, como a ‘Voz Missionária’, feliz criação da Junta Interconferencial das Sociedades Metodistas de Senhoras; na tradução do excelente devocionário ‘No Cenáculo’, nome dado entre nós aos ‘The upper Room’, publicado em quarenta línguas e até em Braile; na publicação de livros próprios e traduções de vários autores. Por solicitação da Conferência Evangélica do Brasil, escrevi um compêndio sobre ‘A arte de contar histórias’, (...) foi o primeiro livro publicado em português sobre este assunto. Obteve diversas edições e foi traduzido para o espanhol.10

Este livro foi indicado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal para uso nas escolas primárias. Otília também escreveu os seguintes livros: A Educação Religiosa no lar, A criança – sua educação sexual, e a Realidade da Fé.

Continuando a nossa história: em 1932 realizou-se no Rio de Janeiro a IX Convenção Mundial de Escolas Dominicais; Otília Chaves e seu esposo foram eleitos delegados; neste evento ela participou como relatora das comissões. Durante este período Otília atuou como presidente da Federação das Sociedades de Mulheres da Conferência Anual Brasileira, realizando diversas atividades até 1939. É importante ressaltar que o Concílio Geral realizado em 1938 decidiu que as Faculdades de Teologia de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e de Minas Gerais deixariam de existir para dar lugar à Faculdade de Teologia da Igreja Metodista do Brasil. Devido a esta decisão o casal deixou Minas Gerais em 1939, e seguiu em direção ao Rio Grande do Sul. Derly Chaves foi nomeado pastor da Igreja Central em Porto Alegre, local onde permaneceu durante treze anos. Neste mesmo ano, o casal foi escolhido como representante das forças evangélicas do Brasil para participar do Concílio Missionário Internacional de Madastra, Índia. Nesta ocasião receberam vários convites que oportunizaram a passagem do casal por diversas cidades da Europa, Egito e Terra Santa.

Em março de 1941, Otília é eleita presidente da Federação das Sociedades de Senhoras do Sul. Durante esse período realizou diversos trabalhos, incluindo o Lar Metodista, em Santa Maria; a Missão Caiuás; a formação de um fundo conhecido como Cofre Adelaide Vurlod, que se destinava à manutenção dos estudantes de teologia e ao auxílio à formação das diaconisas.11 Otília era ousada em suas atitudes, por exemplo: diante de uma catástrofe que acabou inundando diversas cidades do Rio Grande do Sul, incluindo Porto Alegre, local de sua residência, ela diz que: “A Igreja Metodista Central, por minha iniciativa, porque o pastor estava em viagem evangelizante pelo interior, esvaziou-se da sua função cultual e tornou-se grande hospedaria-abrigo. Muitas das famílias da Igreja e outras nela se refugiaram. As emissoras de Rádio da Capital começaram a proclamar esta atitude samaritana da Igreja Metodista e a solicitar da população favorecida que para ali carreasse tudo que fosse possível – do alimento ao colchão, cobertas e roupas para os flagelados”.12

Alguns anos mais tarde, por iniciativa de Zuzelita Rolim, na ocasião secretaria distrital de senhoras, foi criado em Porto Alegre o Lar Otília Chaves para acolher especialmente as vovós. Esta Instituição continua até hoje acolhendo as pessoas, apesar das dificuldades financeiras.

Otília Chaves também participou de diversos Congressos de Mulheres Metodistas na América Latina: no primeiro, realizado em 1942 na Argentina; posteriormente, em Montevidéu, Lima e Rio de Janeiro; ela não participou apenas do Congresso que foi realizado em Santiago, no Chile.13 Em 1948, além de lecionar no Colégio Americano, continuava o trabalho junto às mulheres da região e cuidava dos netos. Neste período, a pedido da sua filha Rute, foi aos Estados Unidos levar os netos, e teve surpresa quando a presidente da Comissão de Bolsas da Divisão de Mulheres lhe ofereceu uma bolsa para continuar os seus estudos em Nashville. Assim, a avó recebeu o grau de mestre aos 52 anos. Pois entendia que: “Nunca é tarde para aprender”.14

Passados os horrores da guerra, em 1952 Otília foi eleita presidente da Federação Mundial de Senhoras Metodistas.15 É importante ressaltar que foi a primeira e até então a única brasileira a ocupar este cargo. Na ocasião ela recebeu cerca de quatro milhões de senhoras arroladas em 31 unidades, e na Assembléia realizada em 1956 arrolou seis milhões de senhoras, incluindo: “Nova Zelândia , Austrália, Grã-Bretanha, Índias Orientais, Igreja Metodista Episcopal Zion, Igreja Metodista Episcopal Africana e Igreja Metodista Episcopal cristã, estas três últimas de gente de cor, fato que constituiu uma das maiores vitórias que o Divino Espírito me permitiu alcançar. Naquele tempo, ainda não havia integração racial nos Estados Unidos.”16 Evidenciamos, assim, Otília enfrentando as barreiras do racismo.

Ela também foi eleita como uma das nove vice-presidentes que formavam a Comissão Executiva para o período de 1956-1961.(....) do Concílio Mundial de Igrejas Metodistas.17 Em 1957, ao completar setenta anos, Otília recebeu o cargo de historiadora da Aliança das Mesas Redondas Pan-americanas, e em 1958 foi eleita diretora geral desta organização. Eis aí a incansável Otília, com atividades em Porto Alegre, como professora do Colégio Americano, como redatora da Voz Missionária, como membro da Academia Literária Feminina, da Associação Cristã Feminina, e ainda em 1959 foi convocada para ser presidente da comissão de hospedagem do Congresso da Confederação Feminina Metodista da América Latina.18

E ainda, durante aproximadamente três anos, Otília foi a presidente da Comissão oficial que juntamente com os irmãos “Dr. Sebastião Gomes de Campos, Dr. Odir Gideão Koesch, Rev. Moisés Cavalheiro de Morais, Dr. Derli de Azevedo Chaves, (...) incumbidos pelo Concílio Geral de ‘estudar, corrigir e harmonizar’ os Cânones da Igreja e apresentar ao Concílio Geral de 65”.19 Nesta função ela participou dos Concílios Regionais para esclarecimentos e encaminhamentos.

Em agosto de 1968 Otília e seu esposo foram para São Paulo participar do Concílio Geral Extraordinário. Consta também que: “A Faculdade de Teologia de Rudge Ramos enfrentava séria crise política-administrativa. O Colégio dos Bispos resolveu intervir. Derli, consultado se aceitaria a função de interventor, recusou-a por divergir do grupo quanto à natureza da interventoria. Escusou-se de comentar a situação e retirou-se. Por motivos que ignoro, o caso teve um fim melancólico; demissão de professores, suspensão dos alunos e fechamento da Faculdade até ulterior deliberação”.20 Ainda no mês de agosto, dia 26, o casal completou suas bodas de ouro.

Quanto ao Concílio Geral realizado em 1970, Otília diz que: “A nova comissão achou por bem reformar a legislação aprovada no Concílio anterior. O ambiente provocado por esta radical posição da comissão deu azo a acalorados debates, que afinal não conduziram a nada construtivo, culminando mesmo com a renúncia de um dos bispos”.21 Neste Concílio também consta que: “Na sessão da tarde do dia 20 de julho de 1970, em BH–MG, o X Concílio geral da IM com emenda à nova redação do art.13, recebeu a proposta de Odyr G. Koeche, a qual fica assim redigida: As ordens na IM são duas: Presbiteral e diaconal, constituídas, respectivamente, de presbíteros e diáconos, sem distinção de sexo”. Resultado da Votação Sim: 64. Não: Zero22 . Este concílio é um marco na Igreja Metodista, especialmente no que diz respeito ao exercício do ministério pastoral feminino. Otília Chaves também participou da segunda fase do Concílio Geral, realizada em 1971, no Rio de janeiro. Em 1974 ocorreu a ordenação da primeira presbítera da Igreja Metodista, no Brasil, Zeni de Lima Soares.

Infelizmente no dia 19 de abril de 1983 ocorreu o seu falecimento. O legado de Otília de Oliveira Chaves é tão marcante que, em homenagem a esta mulher, a Faculdade de Teologia tem uma Cátedra chamada: Otília Chaves. E a história continua.


1 Coordenadora da Cátedra Otília Chaves, coordenadora da Área de Apoio ao Corpo Discente e Doutoranda em Ciências da Religião/Umesp.
2 CHAVES, Otília O., Itinerário de uma vida, Imprensa Metodista, São Bernardo do Campo, SP, s.d. p. 60.

3 Ibidem, p. 26.

4 Ibidem. p. 67.

5 Ibidem, p. 92.

6 Ibidem, p. 135.

7 Ibidem, p. 95.

8 Expositor Cristão, 12 de janeiro de 1921, n. 1 p 1.

9 CHAVES, Otília O., Itinerário de uma vida, Imprensa Metodista, São Bernardo do Campo, SP, s.d. p. 96.

10 Ibidem, p. 96–97.

11 Ibidem, p. 147.

12 Ibidem, p. 148.

13 Ibidem, p. 160.

14 Ibidem, p. 171.

15 Ibidem, p. 163.

16 Ibidem, p. 174–184.

17 Ibidem, p. 186.

18 Ibidem, p. 197.

19 Ibidem, p. 273.

20 Ibidem, p. 267.

21 Ibidem, p. 276.

22 Atas, suplementos e documentos do X Concílio Geral e II Concílio Geral Extraordinário, Igreja Metodista, 1970/1971. p.29

23 Cf. informação cedida pela prof. Vera Machado da Silva (neta de Otília Chaves), professora do Colégio Americano em Porto Alegre, RS


Fonte. http://portal.metodista.br/centrootiliachaves/artigos-para-estudo/nos-trilhos-da-vida-contando-a-historia-de-otilia-de-oliveira-chaves

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Hospital do Câncer de Muriaé realiza sua primeira cirurgia robótica para paciente do SUS



O Hospital do Câncer de Muriaé, da Fundação Cristiano Varella, se prepara para um marco histórico: a realização da sua primeira cirurgia robótica para um paciente atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse avanço consolida o compromisso da instituição em oferecer tecnologia de ponta e atendimento de excelência a todos os pacientes, sem distinção entre atendimentos particulares, por convênios ou via SUS.


Com o uso do Da Vinci X, um dos sistemas mais avançados de cirurgia robótica do mundo, o hospital entra para o seleto grupo de instituições brasileiras que oferecem esse tipo de procedimento de alta precisão para pacientes do SUS. Esse equipamento possibilita cirurgias minimamente invasivas, com maior precisão e segurança, resultando em recuperação mais rápida para o paciente.

A realização desse projeto é fruto do trabalho integrado de toda a equipe do hospital, que envolve médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e outros profissionais da saúde. “Estamos muito orgulhosos de dar esse passo e garantir que a população atendida pelo SUS tenha acesso ao que há de mais moderno na medicina”, afirma a José Alexandre Alves, gerente administrativo da instituição.

Além de atender pacientes do SUS, o serviço de cirurgia robótica estará disponível para cirurgias particulares e por convênios.

Com essa iniciativa, o Hospital do Câncer de Muriaé demonstra que está na liderança como referência em tratamentos oncológicos.

Sobre o Da Vinci X
O sistema robótico Da Vinci X é amplamente utilizado em procedimentos como cirurgias oncológicas e urológicas, proporcionando movimentos precisos, visualização tridimensional e menor impacto cirúrgico no paciente. Sua utilização marca uma nova era no atendimento médico da Fundação Cristiano Varella, que passa a liderar o uso dessa tecnologia em benefício da saúde pública no Brasil.

Para mais informações, entre em contato pelo telefone (32) 3729-7000 ou visite o site: www.fcv.org.br.

Inscrições para o Vestibular Uemg 2025 terminam nesta quinta-feira (26/12)


São 4.811 vagas em 131 cursos de graduação; prova está marcada para 12/1/2025

A Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) está com inscrições abertas para o Vestibular 2025, oferecendo 4.811 vagas em 131 cursos de graduação, distribuídos por 22 unidades acadêmicas. O prazo para inscrição vai até quinta-feira (26/12), e o processo é realizado exclusivamente on-line, por meio do site do processo seletivo.

A taxa de inscrição é de R$ 40 e deve ser paga até sexta-feira (27/12). O vestibular é uma das principais formas de ingresso na Uemg, junto ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e às transferências.

As provas serão aplicadas em 18 cidades em que a universidade possui unidades acadêmicas: Abaeté, Araguari, Barbacena, Belo Horizonte, Campanha, Carangola, Cláudio, Diamantina, Divinópolis, Frutal, Guanhães, Ibirité, Ituiutaba, João Monlevade, Leopoldina, Passos, Poços de Caldas e Ubá.

A prova de conhecimentos gerais, que abrange questões de múltipla escolha e redação, será aplicada no dia 12/1/2025, enquanto a de habilidades específicas, restrita à Escola de Música, ocorre nos dias 22 e 23/2/2025.

No dia 11/12, terminou o período de inscrições para o Vestibular Uemg 2025 através do Programa de Reserva de Vagas (Procan) e do Programa de Inclusão Regional.


Cursos mais procurados

Entre os cursos mais procurados da Uemg destacam-se Medicina, Direito, Psicologia, Engenharia da Computação e Design Gráfico. Estas foram as graduações mais concorridas do Vestibular 2024, na relação candidatos-vagas.

O curso de Medicina, oferecido pela unidade acadêmica de Passos, possui uma formação generalista, com abordagem humanista e ética, preparando profissionais comprometidos com a promoção da saúde integral.

O curso de Direito, por sua vez, oferecido pelas unidades de Araguari, Cláudio, Diamantina, Frutal, Guanhães, Ituiutaba e também Passos, prioriza a formação crítica e reflexiva, preparando profissionais para lidar com os desafios contemporâneos do campo jurídico.

Já no curso de Engenharia da Computação, disponível nas unidades de Divinópolis e Ituiutaba, os estudantes se capacitam para trabalhar em áreas que integram software e hardware, como robótica, automação industrial e sistemas embarcados.

O curso de Design Gráfico, oferecido pela Escola de Design, em Belo Horizonte, forma profissionais aptos para desenvolver soluções criativas e eficientes em comunicação visual, conectando empresas ao seu público-alvo.

E o curso de Psicologia, presente nas unidades Divinópolis e Ituiutaba e na Faculdade de Educação em Belo Horizonte, combina teoria e prática para capacitar profissionais na atuação em diversos contextos de cuidado e promoção do bem-estar emocional e social.

A relação completa de cursos oferecidos pelo Vestibular Uemg 2025 está disponível no site do processo seletivo. Dúvidas durante o processo de inscrição podem ser consultadas por meio do Passo a Passo.

Natal completo. Com produtos SECALE e a família reunida

Natal está completo com os produtos @secale
Natal completo com a família reunida.
Orgulho imenso dessa irmãe empreendedora, guerreira, combatente e batalhadora. Que é a Criadora dessas maravilhas da @secale orgânicos
Eita Mineira e Tombense porreta. Lá no RS, usando suas inspirações e tradições mineiras, criando essas maravilhas. Superando as dificuldades que o RS passou nesse ano. Nos brinda com essas maravilhas e sua presença incrível e inspiradora. Mantendo viva, presente e acesa a chama familiar que sempre nos foi e é presente. Com a graça dos céus. 

Jesus Nasceu

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Movimento intenso na Rua Pedro de Oliveira em Carangola nessa véspera de Natal. Comércio movimentado.

Movimento intenso na Rua Pedro de Oliveira em Carangola nessa véspera de Natal. Comércio movimentado.
O registro sob as lentes do Eocombatente e o desejo a todos de um Feliz Natal a todos 

Confiram os Roteiros de 2025. Junte o seu grupo e VEM COM A GENTE:



Confiram os Roteiros de 2025. Junte o seu grupo e VEM COM A GENTE:

🎯1 –CAMINHOS para o Mar de 06 a 09/02. De Ubá( MG) a Piúma, Iriri e Anchieta (ES). 

📌2-  Rota do Café e Cachaça – Conexão Aérea. Equipe Malabados(SP) de 13 a 17/03

🎯3  - EXPEDIÇÃO JALAPÃO de 29/03 a 06/04. 

📌4 – Rota do Café e Cachaça – de 18 a 21/04 

🎯5 –CHAPADA DIAMANTINA. De 26/04 a 04/05 

📌6 - JALAPÃO SÓ AS MULHERES no Volante -  De 17  a 25/05

🎯7 - SERRA DA MANTIQUEIRA (Queijo, Vinho e Azeite) (Aiuruoca, Itamonte e Alagoa) de 19 a 22/06

📌8 - SERRA DA CANASTRA de 14 a 17/08.

🎯9 –Estrada Real. Caminho Velho de 02 a 07/09. Ouro Preto a Parati(RJ).

📌10 – Rota Imperial de Vitória(ES) a Ouro Preto(MG) de 04 a 12/10. 

🎯11 –Serra do Rio do Castro, Corvo Branco e Canions(SC e RS) de 25/10 a 02/11

📌12 – Rota do Café e Cachaça – Conexão Aérea. Equipe 100 Fronteiras de Curitiba(PR) de 14 a 22/11

- Roteiros Personalizados. Escolha o seu roteiro, a data de sua disponibilidade e Vem com a gente:

📌📲(32)984-887-230 (Xyko)

🔍🔎@_vem_com_gente_

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Mais que receber homenagens e reconhecimentos como as que recebemos nesse ano. O que mais nos tocou e foi extremamente emocionante foi criar, exaltar, valorizar e reconhecer o trabalho do Ex Deputado João Bello de Oliveira Filho com a Criação da Comenda que leva o seu nome. Assim como premiar a inúmeros parceiros e colaboradores nessa caminhada e trajetória de muitas realizações e conquistas.

Mais que receber homenagens e reconhecimentos como as que recebemos nesse ano. O que mais nos tocou e foi extremamente emocionante foi criar, exaltar, valorizar e reconhecer o trabalho do Ex Deputado João Bello de Oliveira Filho com a Criação da Comenda que leva o seu nome. Assim como premiar a inúmeros parceiros e colaboradores nessa caminhada e trajetória de muitas realizações e conquistas. 

Pois se chegamos aonde chegamos. Foi nos ombros e braços de gigantes. Muito obrigado a todos que participam de nossas criações, apoiam e incentivam. Os verdadeiros GIGANTES que nos AGIGANTAM. 

Confiram, clicando no link a seguir, vários prêmios e reconhecimentos que Éocombatente e a Rota do Café e Cachaça receberam recentemente. É sim para celebrar, agradecer e comemorar. 

Celebrar e agradecer o carinho, o apoio e o incentivo. É a Rota do Café e Cachaça, o maior projeto de turismo da região, essa criação do Éocombatente/VEM COM A GENTE sendo destaque na mídia regional, nacional e internacional. OBRIGADO A TODOS QUE APOIAM, PARTICIPAM E INCENTIVAM

 

Rota do Café e Cachaça abre as comemorações de seus 11 anos com vários roteiros e atrações. Além de lançar 2 opções de transporte aéreo e parceria com a QUADRIJET e CAN AM. Dando agilidade e conforto aos participantes desses incríveis roteiros e expedições.


A Rota do Café e Cachaça comemora seus 11 anos de atividades com a abertura de vários eventos em um calendário completo e diversificado nesse momento especial, oferecendo aos participantes uma experiência diferenciada de transporte com agilidade e conforto, que agora inclui opções de chegada por via aérea. Os aeroportos de Goianá (MG)(Conexão Brigadeiro a Caparaó) e Vitória (ES)(Conexão Rota Imperial, Montanhas Capixabas, Rota dos Guerrilheiros do Caparaó, Caparaó e Conexão Caminhos para o Mar) estão disponíveis como pontos de acesso, facilitando o transporte e o fluxo de visita dos participantes. Além de uma sólida e importante parceria com a CAN AM e QUADRIJET. Proporcionando um grande leque de opções de novas realizações. 

O evento(Rota do Café e Cachaça) conta com 7 roteiros principais, proporcionando uma tradição no universo do café e da cachaça. Além disso, há diversas outras opções de roteiros espalhados pelo Brasil e América do Sul, enriquecendo as conexões culturais, de aventuras e gastronômicas. 

A Rota do Café e Cachaça é uma criação e realização de Francisco Cabral, conhecido como Xyko Éocombatente, CEO e TOP MANAGER da VEM COM A GENTE, do Caminho da Luz Divina e do Éocombatente. Responsável pela criação e organização da Rota do Café e Cachaça e suas Conexões pelo Brasil e América do Sul.

A Rota do Café e Cachaça ganha um toque de aventura com a inclusão de passeios off-road, que permite explorar ainda mais a riqueza natural e cultural da região. Os participantes podem experimentar trilhas e rotas exclusivas, que passam por plantações de café, alambiques e paisagens deslumbrantes, promovendo a região e destacando a produção e essa combinação de cultura e adrenalina oferece uma tradição peculiar e valorização do turismo rural e ecológico, conectando visitantes com o empreendedorismo rural familiar e as diversas atrações que destacam o Café especial Matas de Minas, Montanhas Capixabas e Caparaó. Além das belezas naturais com cachoeiras de águas límpidas que rolam das montanhas e as cachaças artesanais de alambique. 

A Rota do Café e Cachaça se destaca pela paixão e dedicação daqueles que organizam e realizam cada detalhe do evento, refletindo o amor pelo que fazem. Essa experiência é traduzida em um diferencial que vai além da simples organização: é um verdadeiro mergulho em um mundo de emoções, experiências e vivências. 

Cada roteiro, cuidadosamente planejado, oferece uma gama de experiências que passam do encanto das plantações de café e dos alambiques às paisagens incríveis exploradas nos passeios off-road. Esse prazer em proporcionar momentos únicos aos participantes é o que transforma a Rota em uma jornada específica e autêntica.


Origem da Rota do Café e Cachaça


A Rota do Café & Cachaça - Caminhos do Pico da Bandeira surgiu da ideia de unir uma aventura do off-road com a cultura do café e da cachaça na região das 3 Divisas (MG/RJ/ES) em torno do Parque Nacional do Caparaó. O evento comemora seus 11 anos em 2025, promovendo o turismo rural sustentável, a economia solidária, o turismo de aventura e a agricultura familiar da região e se extende em diversas conexões pelo Brasil e América do Sul.

O destaque das belezas naturais da região, que abriga o 3º ponto mais alto do Brasil (Pico da Bandeira), aliado à produção de cachaça artesanal de alambique e cafés especiais premiados do Caparaó e Matas de Minas, foi o "gatilho" para essa ideia original.

Percurso e Atrativos

A Rota é dividida em 7 roteiros de aproximadamente 500 km cada, totalizando 3.500 km de percurso por estradas de terra em locais pitorescos. Ao longo do caminho, os participantes podem degustar as melhores cachaças artesanais de alambique e cafés especiais da região, além de conhecer a produção de derivados de cana, doces, artesanatos, queijos e embutidos.

A Rota do Café & Cachaça promove o desenvolvimento sustentável, gerando renda e oportunidades de trabalho através do turismo de aventura e gastronômico. Por seu valor histórico, cultural e turístico, o evento foi indicado, habilitado, divulgado e premiado nacional e internacionalmente.

A Rota do Café & Cachaça oferece uma variedade de destinos de turismo rural, destacando-se a rica cultura e produção local. Os principais destinos incluem:

Pico da Bandeira e Parque Nacional do Caparaó : O terceiro ponto mais alto do Brasil, conhecido por suas belezas naturais e trilhas desafiadoras.

Cafés Especiais das Montanhas(Matas de Minas, Montanhas Capixabas e Caparaó) : Uma região é famosa pela produção de cafés arábicas especiais, com várias fazendas abertas para visitação, onde os turistas podem aprender sobre o cultivo e a produção. Destacando também a produção dos Cafés Canefora(Conilon).


Cachaças Artesanais de Alambique : A rota inclui visitas a alambiques que produzem cachaça de forma artesanal, permitindo degustações e entendimentos sobre o processo de produção, destilação e armazenamento.


Gastronomia Local : Os visitantes podem desfrutar de queijos, doces, frutas típicas e outros produtos artesanais que complementam a experiência gastronômica.


Cachoeiras e Belezas Naturais : A rota também abrange diversas cachoeiras e paisagens deslumbrantes, oferecendo oportunidades para atividades ao ar livre e contato com a natureza.


Esses destinos não apenas promovem o turismo, mas também fortalecem a economia local e a cultura da região. Sendo portanto o maior projeto de Turismo de toda a região e do Brasil. Sonho, luta e dedicação incansável.


Quer conhecer?  Vem com a gente.


Gosta de passeios, aventuras e viagens? Estamos aqui para transformar os seus sonhos e desejos em realidade fantástica. Cheia de experiências, aventuras e emoções.


Vem com a gente


Escolha o seu roteiro e a data de sua disponibilidade e a de seu grupo e Vem com a gente:


- Rota do Café e Cachaça - Caminhos do Pico da Bandeira. Parque Nacional do Caparaó.


- Conexão Jalapão TO


- Conexão Serras Gerais GO


- Conexão Chapada fos Veadeiros GO


- Conexão Cânions e Serra do Rio do Rastro SC/RS


- Conexão Chapada das Mesas AM/RO


- Conexão Serra da Canastra


- Conexão Estrada Real 


- Conexão Rota Imperial


- Conexão Caminhos para o Mar MG/ES


- Conexão Montanhas Capixabas. ES


- Conexão Chapada Diamantina BA


- Conexão BONITO MS


- Conexão Transamazônica AM


- Conexão #ETudolouco. São Thomé das Letras, Carrancas e Luminárias.


- Conexão Cânions e Serra do Rio do Rastro SC/RS


- Conexão Serra da Mantiqueira MG/RJ/SP


- Roteiros Personalizados.


- Conexão Santuário do Caraça 



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Pacote Especial Jalapão 2025. Reserve já a sua vaga

domingo, 22 de dezembro de 2024

Histórias bem brasileiras de uma noite de Natal


Em livro de contos, Israel Pinheiro resgata o espírito solidário de uma época em que ninguém deveria se sentir sozinho

É possível preencher o vazio nos corações partidos ou solitários durante o Natal? Apesar de simbolizar alegria, união e renovação, o período nem sempre é feliz para todas as pessoas, e o escritor pernambucano Israel Pinheiro resolveu dar sentido a essas dores e dificuldades por meio da escrita. Em 3 Natais Recifenses, ele explora, a partir de vivências tipicamente brasileiras, os sentimentos intensos que a data desperta: esperança e a satisfação dos reencontros, mas também a saudade, aflições do cotidiano e o luto.

Com desfechos leves e otimistas, os três contos da obra homenageiam a capacidade que o povo brasileiro tem de ser resiliente e alimentar a esperança em meio às dificuldades. Enquanto em “3 Protocolos”, jovens enfrentam a ansiedade da espera por resultados de exames de HIV, gravidez e COVID-19; já “O Natal das Coutinhos” registra as angústias de duas primas que, na madrugada de Natal, são chamadas ao hospital para acompanhar o desfecho da internação prolongada do tio em coma.

— É sério que tu tá pensando que é isso?
— Lógico. Faz cinco anos que ele tá em coma e o hospital nunca chamou a
gente aqui às pressas pra nada. De repente o hospital liga de madrugada e
pede pra gente vir com o máximo de urgência possível. Pra mim é bem
plausível pensar que ele pode ter despertado do coma.
Luiza esfrega os olhos e parece desapontada com a prima:
— Tipo um milagre de Natal?
— Tipo um fato da vida. Tipo um fato médico: o paciente entra em coma e
depois sai do coma. Simples. É algo que deve acontecer todo dia.
— Eu queria ter teu otimismo, Clarinha. É sério. 
(3 Natais Recifenses, p. 22)

Entre tensões cênicas, diálogos profundos e gírias bastante comuns, principalmente no Nordeste do país, as histórias servem de companhia e distração ao leitor, enquanto instigam a refletir sobre atitudes e relações interpessoais. Assim como no enredo “Dezembro”, em que um jovem político – com um segredo do passado que ameaça sua carreira – revela os desafios de enfrentar hostilidades nas redes sociais.

O livro surgiu em meio à pandemia de Covid-19 e virou projeto pessoal do autor, no intuito de acolher a quem se sentisse solitário nos natais de confinamento. Por dois anos consecutivos, Israel publicou as histórias inéditas no Instagram para movimentar a noite silenciosa e pacata. 3 Natais Recifenses é um convite para refletir sobre a vida, os laços que unem as pessoas e o poder de uma data que vai além da força espiritual: é símbolo de esperança por dias melhores.

FICHA TÉCNICA

Título: 3 Natais Recifenses
Autor: Israel Pinheiro
Editora: Caravana
ISBN: 978-65-5223110-9
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 45
Preço: R$ 60,00
Onde comprar: Caravana Grupo Editorial

Sobre o autor: Pernambucano, Israel Pinheiro estudou Letras na Universidade Federal de Pernambuco e é graduado em Gestão de Marketing. Sempre foi apaixonado por literatura e tem contos premiados em diversos concursos literários nacionais, entre eles Concurso Nacional de Contos da Universidade do Vale do Paraíba (SP), em 2002; Concurso Literário Sesc Santo Amaro (SP) em 2003; Concurso de Contos Luís Jardim – Prefeitura do Recife (PE), 2007; e Concurso Literário Associação Nacional de Escritores (ANE) - 50 ANOS, CONTOS (DF), em 2013. Na literatura, 3 Natais Recifenses é a sua terceira publicação, que conta também com uma edição em língua espanhola.

Instagram do autor: @pinheiroisrael.silva


Comunicamos o falecimento de Romildo Basílio da Silva

LBV. Mensagem de Natal

 


Comunicamos o falecimento de Marilza Helena Ribeiro Benete

Comunicamos o falecimento de Olga Heiderich Miranda

NATAL DA FAMÍLIA NOLASCO. O mais nobre gesto de solidariedade e generosidade completa sua 27ª edição. Levando carinho, amor, solidariedade, generosidade e um Natal de Esperança em Carangola.

 

O NATAL DA FAMÍLIA NOLASCO é uma tradição familiar. Em sua 27ª Edição ininterrupta o Casal José Maurício Nolasco e Rosane com seus filhos e Netos distribuem generosidade e amor. Nessa edição itinerante, percorrendo as ruas, bairros e comunidades distribuindo brinquedos, cestas básicas, generosidade e solidariedade às famílias carentes em Carangola.  

Esse ensinamento e generoso gesto de solidariedade foi resgatado por José Maurício de Lima Nolasco e sua esposa Rosane Barbosa Nolasco que juntos mantém com sua família há 27 anos essa tradição famíliar que é passada às futuras gerações. Sendo a 5ª geração dessa família que hoje participa e pratica essas doações. 

Nesse ano de 2024, completando 27 anos ininterruptos em Carangola, o NATAL DA FAMÍLIA NOLASCO  se confirma como o mais nobre gesto de solidariedade e generosidade. Não sendo, portanto, realizado na Rua Santa Luzia como foi em cerca de 20 anos e as doações são entregues diretamente às famílias. Facilitando com isso o recebimento e a doação a quem necessita.  

Um gesto exemplar de solidariedade, fraternidade e amor ao próximo dessa família que merece todos os nossos aplausos e reconhecimento. Fazem, praticam e realizam o verdadeiro  espírito de Natal sempre. FAZENDO SEMPRE O BEM. SEM SABEREM A QUEM.


sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Comunicamos o falecimento de Jair Pinto da Silva Filho

Autor publica poemas para explorar a imaginação e os sonhos

Sérgio Coelho, escritor do livro de poesia "A Garota e o Armagedon", fala sobre suas referências e motivações por trás da obra

O que levou Sérgio Coelho a escrever o livro A Garota e o Armagedom foi um momento de bloqueio criativo. Insatisfeito com os rumos de um romance em que trabalhava, voltou-se para a poesia, que permitiu um processo criativo mais livre e imaginativo. Entre as várias possibilidades e referências que o guiaram, o movimento Surrealista, uma das vanguardas artísticas do início do século XX, acabou cruzando seu caminho.

Combinando mitologia, folclore, música e cinema, os poemas da obra exploram imaginação e fantasia em uma jornada literária insólita. Para fazer companhia, o leitor encontra personagens como bailarinas, soldados, feras, divindades e uma heroína envolvida por acaso em uma aventura apocalíptica.

Confira abaixo a entrevista com o autor e saiba mais detalhes do lançamento:

1- Uma das principais referências do livro é o movimento Surrealista. Por que você escolheu essa corrente artística como fonte de inspiração?

Sérgio Coelho: Sei que vai parecer estranho, mas não escolhi. Procurava um tema que conectasse os poemas a ponto de conseguir um livro. Fiquei alguns dias pensando, e, de repente, veio à cabeça a palavra “surrealismo” como uma ideia. O que me veio como inspiração foi o estilo, não um tema.... ou melhor, o estilo virou o tema do livro!

Cheguei a me assustar com tal “insight”, não sabia nada sobre o movimento Surrealista. Mas a ideia, estranhíssima, pareceu tão boa que fui estudar. Assim começou a aventura: fugi do mundo comum, tornei-me um “criativo herói surrealista”.

2 – Além do Surrealismo, é possível ver nos poemas elementos de mitologia e fantasia. Que outros artistas e obras te inspiraram a escrever os poemas do livro?

S.C.: Livros, documentários, música pop, movimentos artísticos, mitologia, folclore brasileiro e até o Apocalipse de João. Usei parte da cultura que consegui acumular ao longo do tempo para trabalhar nos textos. Na hora de escrever, chamava uma ideia que se tornasse um verso e que conseguisse puxar outro. A única regra era que o texto precisava parecer um sonho. Tive que abrir mão da autocrítica, num ato de coragem, para não emperrar a criatividade. Se precisasse de inspiração, eu ia ao Youtube e pesquisava até me sentir encorajado, pronto para escrever.

3 – "A garota e o Armagedon" foi realizado em um momento de bloqueio criativo. Quais técnicas você usa para estimular a criatividade?

S.C.: Queria escrever um livro em prosa, uma história com três atos. Mas abandonei os escritos e senti insatisfação e frustração com o resultado. Resolvi voltar aos versos, com os quais tive uma recompensadora experiência anterior. Não estou certo de qual técnica utilizei, mas usei a criatividade para voltar a ficar satisfeito e cumprir a promessa, feita a mim mesmo, de conseguir um livro. Com isso, mudei do verso para a prosa. O processo foi bem particular: criar sem autocensura.

4 – Você já tem projetos literários planejados para o futuro? Se sim, pode dar alguns spoilers?

S.C.: Adoraria voltar a escrever. Tenho dois livros “na gaveta”, e um deles chegou a ganhar uma edição limitada, distribuída a título de curiosidade. O feedback foi bom, pois tratava-se de uma série de poemas com uma personagem feminina: vilã e heroína. Dependendo do que acontecer com a “Garota”, a “Vilã” entra em cena.

Sobre o autor: Formado em Ciências Sociais, Sérgio Coelho é bancário e morador de Belo Horizonte. Curioso por movimentos artísticos, há anos é instigado por questionamentos sobre o sentido da vida e a ordem das coisas. Ainda sem respostas, segue transformando dúvidas em versos e imagens sobre a alma. Mesmo sendo muitas as profundezas que experimenta ao longo da vida, a cada mergulho, a volta à superfície é mais recompensadora.

Confira mais detalhes do livro “A Garota e