terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Populacao manda Lula vistoriar estradas cheias de buracos em vez de criar vistoria veicular e cobrar mais uma taxa do pobre


A discussão acerca da segurança nas estradas intensificou-se com uma proposição legislativa recente: tornar a inspeção anual obrigatória para veículos com mais de cinco anos de fabricação, antes de cada licenciamento. A fundamentação para tal medida é que automóveis mais velhos, devido ao uso contínuo, podem apresentar falhas mecânicas e maior emissão de poluentes, representando riscos à segurança e ao meio ambiente.

Contudo, essa iniciativa relançou o questionamento sobre quais seriam as prioridades das políticas públicas, especialmente considerando o estado das vias. Dados do Departamento Nacional de Trânsito e do Ministério da Justiça, coletados pelo Sistema Nacional de Estatísticas de Trânsito e pelo Mapa da Segurança Pública, revelam que anualmente, mais de 35 mil incidentes fatais ocorrem nas rodovias brasileiras. 

Relatórios técnicos do próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes apontam que problemas como asfaltos danificados, sinalização precária e ausência de manutenção nas estradas são fatores cruciais para a ocorrência de acidentes. Nesse contexto, há um crescente movimento defendendo que, ao invés de veículos, a fiscalização obrigatória se concentre em estradas e vias com mais de cinco anos de uso, por meio de avaliações técnicas frequentes. O objetivo seria direcionar investimentos para a melhoria da infraestrutura, otimizando a segurança e a fluidez do tráfego.

A frota circulante no Brasil possui, em média, mais de 11 anos de uso, o que significa que mais da metade dos carros seriam impactados diretamente pela obrigatoriedade da vistoria. Os defensores da medida argumentam que exames periódicos auxiliariam na detecção de defeitos em componentes vitais como freios, suspensão e sistemas de iluminação, prevenindo acidentes antes que eles aconteçam.


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