quinta-feira, 8 de junho de 2017

Fumaça de Secadores de Café é tema de audiência no Fórum


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MANHUMIRIM (MG) - Aconteceu na última terça-feira, 06/06, uma audiência pública na 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Manhumirim reunindo participantes dos cinco municípios da Comarca entre eles produtores rurais, representantes da Emater, Sindicatos, entidades da classe, Policia Militar de Meio Ambiente e Curadoria de Meio Ambiente, onde foi debatido os problemas ambientais causados pela fumaça dos secadores de café durante a secagem do produto.
Dr. André Pereira Mafia, Promotor de Justiça titular da 1ª Promotoria,  disse que muitas reclamações de moradores têm chegado à promotoria alegando problemas respiratórios causados pela fumaça dos secadores. “Pessoas que residem próximo dos locais onde existem secadores têm nos relatado casos de doenças respiratórias com uma incidência maior neste período”, disse.
Neste primeiro encontro foram apresentadas sugestões para tentar amenizar o problema. “Os produtores rurais se comprometeram a procurar empresas especializadas na instalação de filtros que tendem a diminuir o problema. A partir de então realizaremos uma perícia técnica para comprovar a eficácia do equipamento. Tendo esta comprovação, ficou acertado que daremos um prazo para que todos os produtores se adequarem à medida”, explicou Dr. André.
Em Minas Gerais, as atribuições do licenciamento ambiental e da Autorização Ambiental de Funcionamento (AAF) são exercidas pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), por intermédio das Câmaras Especializadas, das Unidades Regionais Colegiadas (URCs), das Superintendências Regionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Suprams), da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF), de acordo com o Decreto 44.309/06.
A fiscalização dos secadores fica a cargo da Polícia Militar de Meio Ambiente por meio de um convênio com a Semad (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento), com apoio do Ministério Público local.
A iniciativa da Promotoria de Justiça de Manhumirim é inédita na região. “Este é apenas o ponta pé inicial. Vivemos numa região onde a base da economia é a cafeicultura e de maneira alguma queremos prejudicar o produtor rural, queremos uma agricultura sustentável de forma que o produtor possa plantar e colher o seu café em harmonia com o meio ambiente e com os que dele necessitam para sobreviver. Estamos à disposição de toda a comunidade e até mesmo das demais comarcas da região para esclarecimentos e trocas de informação, já que este problema abrange a toda região do Caparaó”, ressalta o Dr. André.
Fonte Parceiro Portal Caparaó
Jailton Pereira - jailton@portalcaparao.com.br

2 comentários:

  1. Ola! tenho pesquisado sobre esta questão envolvendo secadores de café e meio ambiente por interesse próprio e preocupação com a sadia e qualidade de vida ambiental e da sociedade local, tanto da sociedade presente quanto as gerações futuras.
    É perceptível a intensificação de instalação de secadores de café em toda a região e, consequentemente, surgimento de problemas de saúde. Não demorará muito para ser notado alterações no meio ambiente como alteração da qualidade do ar (puridade e coloração atmosférica), características da vegetação, temperatura, índices pluviométricos entre outros.
    Os secadores são uma ferramenta que facilita a produção e processamento do produto, e que desperta, assim, interesse de todos os produtores em possuí-lo. Porém, grande parte dos produtores não estão cientes dos problemas ambientais que tal ferramenta pode gerar quando usado de forma inadequada e descontrolada, mostrando claramente que há a necessidade de orientação.
    A medida do filtro já é um primeiro passo para amenizar a questão da poluição, mas que ao meu ver, é apenas uma das muitas medidas necessárias diante da problemática. Há outras ações simples e sem custos que já podem ser aplicadas visando amenizar o problema, tais como; estipular horários de funcionamento, uma vez que, é perceptível que em determinados horários se torna mais intenso, incomodo e prejudicial a fumaça emitida (a noite), distancias limites de instalação dos secadores em relação as áreas de habitação, exigências quanto ao material usado como combustível para o funcionamento dos secadores.
    Acredito que, antes da instalação e funcionamento dos secadores, deveria haver mais estudo, pesquisa, fiscalização e orientação. Desta forma, evitaríamos os problemas ao invés de depois ter de soluciona-los, o que pode ser bem mais complexos e já ter causado danos talvez irreversíveis.
    É fato que o homem adotou um modo de desenvolvimento que leva-o a executar, muitas das vezes, antes de planejar, gerir e prever as consequências de suas ações, ou que venha a se conscientizar diante dos resultados da mesma, alicerçado no pensamento do "aprendendo com os erros" ou "vivendo e aprendendo". O desenvolvimento sustentável para se caracterizar e ganhar enfase depende mais do que este tipo e linhagem de pensamento, depende da capacidade de refletir antes de agir, de pensar não só nas facilidades e no presente, mas no mais correto, seguro e no futuro.
    A esperança é que os produtores orientados pelas entidades envolvidas com essa questão venham a tomar consciência e adotem medidas corretas quanto a forma de produção garantindo a segurança ambiental e humana das gerações presentes e futuras e promovendo o desenvolvimento sustentável.

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  2. Ola! tenho pesquisado sobre esta questão envolvendo secadores de café e meio ambiente por interesse próprio e preocupação com a sadia qualidade de vida ambiental e da sociedade local, tanto da sociedade presente quanto as gerações futuras.
    É perceptível a intensificação de instalação de secadores de café em toda a região e, consequentemente, surgimento de problemas de saúde. Não demorará muito para ser notado alterações no meio ambiente como alteração da qualidade do ar (puridade e coloração atmosférica), características da vegetação, temperatura, índices pluviométricos entre outros.
    Os secadores são uma ferramenta que facilita a produção e processamento do produto, e que desperta, assim, interesse de todos os produtores em possuí-lo. Porém, grande parte dos produtores não estão cientes dos problemas ambientais que tal ferramenta pode gerar quando usado de forma inadequada e descontrolada, mostrando claramente que há a necessidade de orientação.
    A medida do filtro já é um primeiro passo para amenizar a questão da poluição, mas que ao meu ver, é apenas uma das muitas medidas necessárias diante da problemática. Há outras ações simples e sem custos que já podem ser aplicadas visando amenizar o problema, tais como; estipular horários de funcionamento, uma vez que, é perceptível que em determinados horários se torna mais intenso, incomodo e prejudicial a fumaça emitida (a noite), distancias limites de instalação dos secadores em relação as áreas de habitação, exigências quanto ao material usado como combustível para o funcionamento dos secadores.
    Acredito que, antes da instalação e funcionamento dos secadores, deveria haver mais estudo, pesquisa, fiscalização e orientação. Desta forma, evitaríamos os problemas ao invés de depois ter de soluciona-los, o que pode ser bem mais complexos e já ter causado danos talvez irreversíveis.
    É fato que o homem adotou um modo de desenvolvimento que leva-o a executar, muitas das vezes, antes de planejar, gerir e prever as consequências de suas ações, ou que venha a se conscientizar diante dos resultados da mesma, alicerçado no pensamento do "aprendendo com os erros" ou "vivendo e aprendendo". O desenvolvimento sustentável para se caracterizar e ganhar enfase depende mais do que este tipo e linhagem de pensamento, depende da capacidade de refletir antes de agir, de pensar não só nas facilidades e no presente, mas no mais correto, seguro e no futuro.
    A esperança é que os produtores orientados pelas entidades envolvidas com essa questão venham a tomar consciência e adotem medidas corretas quanto a forma de produção garantindo a segurança ambiental e humana das gerações presentes e futuras e promovendo o desenvolvimento sustentável.

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