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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

AMIGOS PRESTAM HOMENAGEM A FLÁVIO DE OLIVEIRA MENICUCCI.


Flávio Menicucci
-- Um homem de bem --

Nunca imaginei a possibilidade de escrever sobre sua ausência na vida. Faltam palavras, pois ainda não acredito. Olho seu retrato e penso que posso iniciar um diálogo. Parece um delírio.

Apesar disso, mesmo diante dessa dificuldade tenho certeza que os colegas de trabalho e os amigos sentirão muito sua falta porque você foi um homem muito querido, sério, honrado, trabalhador, confiável e sobre tudo humano.

Recordo-me de quantas e quantas vezes, nas horas de lazer, eu, você e o seu maior amigo Dr. José Maurício de Lima Nolasco, abordávamos questões da vida. Questões financeiras e econômicas de nossa terra, a fim de que a classe menos favorecida pudesse ter acesso aos indispensáveis bens materiais da vida, à emprego e etc.

 Você era um homem de pensamento político definido e esperava que os homens de bem gerissem honestamente as coisas do país. Principalmente, em favor dos menos favorecidos. Em nossa terra esperava que o progresso retomasse a fim de que todos tivessem acesso ao trabalho e a produção de bens. Você participou ativamente das propostas que lhe foram delegadas nesse sentido.

Todavia, o que mais me fez admirá-lo foi sua fidelidade, admiração e respeito a aquele amigo de mais de 60 anos. O que seria de nós sem a presença dele. Foi ele que nos aproximou nos unindo num trabalho comum sobre sua direção, onde tive a oportunidade de estreitar nossa amizade e nos conhecermos melhor. Sei que vou sentir muito sua ausência, sua firmeza, sua habilidade em descomplicar coisas complicadas, seu companheirismo nas necessidades, e sobretudo seu respeito e consideração para comigo como um parente mais velho.

Os fatos passam, as palavras passam, mas o afeto não, e a convivência que tivemos jamais será esquecida. Tinha o dever moral de escrever-lhe estas palavras, senão para que serve existir.

Honro-me em ter sido seu amigo. O terrível luto não é só de sua família (Dª. Silda, Rita, Bruno e Breno), atinge também a família do Dr. José Maurício Nolasco da qual você era considerado um membro efetivo pela sua longa amizade que os uniu sinceramente. Lembro-me que disso você muito se orgulhava, prova de como os considerava.

Resta-me apresentar as minhas condolências que sei são de seus amigos e dos colegas do Tribunal, e me permita agradecer-lhe sinceramente pela solidariedade quando necessária. Você foi um grande homem, filho, esposo e pai.

Muito mais poderia escrever Flávio sobre a sua grandeza, mais quanto mais tento fazê-lo mais aumenta a angústia da certeza da sua definitiva ausência física.
Saudades amigo, muita saudade!

Fica o vazio e a perplexidade de todos seus amigos pelo terrível e inevitável acontecimento. E a saudade eterna dos momentos felizes.



José Cirilo Ferreira 

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